sexta-feira, 29 de agosto de 2008

PRESIDENTES DOS LACEN´S DO NORTE E NORDESTE SE REÚNEM NO RECIFE


Terezinha Tabosa, Presidente do Lacen/PE


As dificuldades e os avanços dos Lacen´s na atuação de exames realizados, nas atividades de fiscalizações em laboratórios dos Estados e na analise dos alimentos, foram focos discutidos no primeiro dia dos trabalhos do 1º Fórum Norte-Nordeste dos Lacen´s. Também, houve, uma proposta de elaboração de uma minuta (intencional) solicitando aos Governos - Federal e Estudal, maiores investimentos. O documento será homologado em um novo encontro com os presidentes dos Laboratórios que deve acontecer nos próximos meses.

Conforme a presidente do Lacen/PE, Terezinha Tabosa, se faz necessário o aumento dos recursos aplicados nos órgãos. “É importante que recebamos maiores financiamentos para que possamos oferecer o melhor para a população, seja nos diagnósticos, nas terapêuticas e nos prognósticos corretos. Também objetivando contribuir com as informações necessárias na definição dos parâmetros técno-técnológicos para o sistema estadual de laboratório”, disse. Recentemente, o Lacen Pernambuco recebeu a reclassificação de “grande porte” dada pelo Governo Federal que o coloca entre os três melhores laboratórios do país. Ficando atrás, apenas, de São Paulo e Minas Gerais.

O Lacen Pernambuco tornou-se referencia em analise e agravos. Na analise, destacam-se as cianobacterias encontradas nas águas. Já os agravos, referem-se aos diagnósticos de menigite, turbeculose, dengue, rubéola entre outros. Atualmente, a verba repassada pelo Ministério da Saúde, é cerca de R$ 480 mil por mês, sendo insuficiente para a demanda.

No Fórum dos Lacen´s houve, ainda, as discussões sobre a avaliação e validação de testes de diagnósticos, a integração dos Lacen´s para o fortalecimento das ações de vigilância no Norte- Nordeste e a garantia dos Direitos e Deveres da sociedade, a avaliação da resistência aos antituberculostáticos em portadores da tuberculose da Paraíba e os avanços no controle de doença de transmissão hídrica no Estado de Pernambuco. Entre os palestrantes esteve o presidente da APEVISA, Jaime Brito, o da ANVISA, José Padilha, o professor da Faculdade de Medicina – Universidad Mayor de San Andrés- Bolívia, Washington R. Cunã, entre outros profissionais renomados.

Cerca de 500 quinhentas pessoas, além dos 15 dirigentes dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública, integraram o evento. O I Fórum Norte-Nordeste dos Lacen´s foi promovido pela UFPE e ocorreu, simultaneamente, com o III Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana, o II WorkShop Sul-Americano de Ciência e Tecnologia Farmacêuticas e o I Fórum de Microbiologia Aplicada ao Controle de Infecção em Serviço de Saúde.

Água usada em tratamento tem baixo índice de bactérias


Joana Angélica
Laboratório do LACEN/PE

O III Congresso Norte-Nordeste de Multiressistência Bacteriana promoveu, em uma das mesas de discussões, o tema Hemodiálise: da Legislação ao Controle da Qualidade. Entre os debatedores estiveram Jaime Brito, da Vigilância Sanitária de Pernambuco, Reinaldo Silva, presidente da Associação de Patologias Especificas, Joana Angélica Ferreira e André Gemal, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/FIOCRUZ), sobre a coordenação de Frederico Castelo Branco, do Hospital das Clinicas/UFPE.


A palestrante Joana Angélica Ferreira., trouxe a experiência positiva da água usada na hemodiálise, no Rio de Janeiro. Isso se deve a implantação do Programa de Análise Fiscal de Qualidade da Água para Hemodiálise, realizado pelo INCQS/FIOCRUZ, que desenvolve, desde 1999, a ação em colaboração com a Coordenação de Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro e com Superintendência de Controle de Zoonoses, Vigilância e Fiscalização Sanitária do Município do Rio de Janeiro. O programa priorizou a qualidade das águas tratadas para a hemodiálise. Antes cuidadas por empresas terceirizadas.


"Até 1998 eram encontrados agravos (danos) relacionado à água usada no procedimento que determinavam que mais de 95% das amostras apresentavam um índice bacteriológicos bem maior ao aceitável no procedimento. Fazendo com que quase todas as análises fossem reprovadas na fiscalização”, disse Joana Angélica.


Após a identificação da problemática e a união dos parceiros, os resultados melhoraram acentuadamente. “Mostramos o que estava sendo feito de errado. Desde a coleta, a estruturação da teia de canos para diálise e o local incorreto dos maquinários. Os diretores, desses centros, tiveram a sensibilidade de se enquadrar as medidas adotadas. Isso, sem precisar de grandes investimentos como a troca dos canos por outros em aço inoxidável. Apenas, reestruturar alguns procedimentos e nova localização dos equipamentos”, ressaltou Joana.


Atualmente, 110 clínicas fazem os procedimentos de hemodiálise. Do índice de reprovação que chegava aos 95%, em 1998, vêm sendo mantido nos 2% desde o ano de 2006. “Queremos baixar ainda mais esse índice”, concluiu Joana.


O volume de água tratada utilizada em cada sessão de diálise é, de cerca, de 150 litros por pacientes. Até a década de 60, a hemodiálise era usada apenas nos casos de falência renal aguda. Com o desenvolvimento da derivação veia-arterial e avanços tecnológicos em equipamentos auxiliares, a hemodiálise crônica ou de manutenção tornou-se um procedimento rotineiro. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, estão em programa de diálise crônica mais de setenta mil pacientes. O Lacen de Pernambuco desenvolve o trabalho semelhante ao do Rio de Janeiro. Os índices de reprovação também estão no patamar de 2%.


Oficina- Os programas desenvolvidos por Rio de Janeiro e Pernambuco será adotada em todas as regiões do país. Essa foi à decisão compartilhada por todos os presidentes dos Lacen´s durante a 1ª Oficina de Vigilância da Água para Hemodiálise: Quadro atual e Perspectivas, ocorrida em junho.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Avanços ao combate de tuberculose é tema de palestra


Afrânio Kritski


No III Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana houve espaço para o debate de uma das doenças mais antiga no Brasil: a tuberculose. Com o tema: Novos métodos de diagnósticos de Tuberculose, Afrânio Kritski, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, ressaltou a visibilidade das pesquisas na área.

Conforme Afrânio Kritski, o abandono do tratamento pode criar uma resistência aos medicamentos aplicados. “ Para que o abandono do processo de cura e o tratamento incorreto não ocorra estamos dando ênfase ao DOTES”, disse. O DOTES – Diagnóstico Observado e Tratamento Estratégico Supervisionado, vêm sendo aplicados nas principais emergências e laboratórios como alternativa para o tratamento dos suspeitos da doença.

Segundo dados apresentados pelo professor da UFRJ, 33% dos pacientes no país são tratados sem a confirmação bacteriológica. Esse número pode ser maior se aliado aos casos de contaminação dos portadores de HIV .

Kritski ressaltou, ainda, que o grupo responsável, com dez pessoas, pelo diagnóstico da tuberculose no país esteve, recentemente, na Suíça, para a entrega de um projeto ao Fundo Global de Genebra- Oitava Renda, solicitando o valor de £ 300 milhões de Euros. “Este dinheiro, caso aprovado, será empregado no fortalecimento do sistema laboratorial de tuberculose resistente do país, na incorporação do diagnóstico bacteriológico por meio da cultura de testes”, concluiu. Os testes serão do tipo fenótipos - sólidos ou automatizados e teste molecular.

Lacen/PB – O DOTE´s desenvolvido pelo Estado paraibano tem respondido positivamente. Os enfermeiros e agentes de saúde acompanham todas as etapas da cura dos pacientes. Nas cidades do interior, o Governo tem transportado os pacientes – de carros ou motocicletas, no dia de consulta até o local de medicação. Os postos de saúde, maternidades e hospitais de médio porte ficam preparados para atender os pacientes com a medicação.

O tempo de tratamento da tuberculose é de seis meses. Porém, com o sumiço temporário dos sintomas como a tosse crônica, febre, suor noturno, dor no tórax e perda de peso os pacientes abandonavam o tratamento. Porém, com a implantação do DOTE´s o índice de desistência tem caído

Aplicação de Citoquinas é estudada por Bolívia e França


Professor Washington Cunã
Workshop Sul-Americano





Papel das Citoquinas na Transmissão Congênita de Tripanossoma Cruizi foi um dos temas conferidos para mais de duzentas pessoas presentes à palestra do professor da Faculdade de Medicina- Universidad Mayor de San Andrés- Bolívia, Washington R Cunã, no teatro do Brum, no Centro de Convenções de Pernambuco.


A palestra retratou o projeto de pesquisa desenvolvido no Impuesto Directo a Los Hidroccarburos(IDH) da Bolívia, em parceria com o Institut de Rechertche Pour Lê Développement(IRD) da França, sobre a transmissão congênita doTriatoma infestans.


“Estamos em fase experimental do tratamento. Aplicando os medicamentos ( citoquinas) em mulheres infectadas pelo triatoma infestans para que os bebês não se tornem portadores da doença ”, disse Washington. Os testes iniciaram em 2005. Porém, atualmente participam da fase de testes 46 mulheres. A gestantes estão em fase de testes de imunização com as aplicações das diferentes citoquinas. As citoquinas são proteínas de baixo peso molecular. Geralmente, em torno, dos 30.000 Daltons, produzidas por células do sistema imune que tem a propriedade de atuar sobre outras células do organismo, pertencentes ou não ao sistema imunológico. Algumas passaram a ser conhecidas como Interferons, porque tinham uma atuação de intermediação entre as células do sistema de defesa e certos vírus.


Entre elas estão a TNFa (necrose tumoral/Alpha), a IFN g (Gama), o (interleucinas)IL 0, a TGF β (beta). Por exemplo na aplicação da TGF Beta, 16 tiveram boa resposta, 13 foram classificadas em regular e 10 permaneceram sem alteração ao composto.


A região escolhida para ser alvo de analise, na Bolívia, foi Tarica, em Jacuiba. Lá, os índices de infestações nas mulheres grávidas chegam a 42%. Todavia, estimasse que as margens de transmissão congênita girem em torno de 5%.

Doença rompe o cerco hospitalar e chega à comunidade



Maria Celeste, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

As Infecções Comunitárias graves Associadas a CA-MRSA (Community-Acquired Methicillin-Resistant Staphylococcus Aureus) foi tema de palestra proferida pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Maria Celeste Nunes, durante o III Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana.

A bactéria resistente à penicilina foi descoberta entre as décadas de 70 e 80. Porém, nos anos 90, ganhou maior notoriedade por ter ganho a consideração de um dos principais patógenos hospitalar e comunitário – em termos de incidência e da gravidade das infecções. “Essa bactéria era encontrada, exclusivamente, na área hospitalar e passou a se manifestar na comunidade. Precisamos identificar e tratar os focos primários”, ressaltou Maria Celeste. Entre o grupo de risco estão os mendigos, as forças armadas, os jogadores de futebol, a população carcerária, povos reclusos, asilos entre outros focos de aglomeração.

Apesar de já integrar a literatura médica poucos profissionais conseguem identifica-la devido à semelhança do aparecimento do HCA-MRSA. Todavia, a manifestação da CA-MRSA pode vir através da pele e dos tecidos moles como fascite necrozante, piomiosite, pneumonia necrozante, artrites séptica, bacteremia, osteomielite, da endocardite e da meningite.

Os registros constam que o primeiro caso ocorreu no oeste da Austrália, em 1993. O surto inicial foi entre os aborígines, na área remota daquele país, sem qualquer contato com o sistema de saúde. Em 2005, ocorreu a primeira amostra no Brasil, no estado do Rio Grande de Sul. No Rio de Janeiro, foi em 2007.

“Os Estados Unidos estão utilizando, como medidas de segurança à saúde pública, o controle( identificação)de incidência e o tratamento imediato para diminuir a manifestação que já tem chegado a margem dos 60% na comunidade”,falou Celeste. Todavia, a Professora também alertou que seria necessário que a vigilância epidemiológica do Brasil fizesse o gerenciamento dos casos suspeitos para detectá-los com maior rapidez e, precisão, estabelecendo a adequação terapêutica. O tratamento é feito através da ingestão dos antibióticos β-lactâmicos. Além do uso excessivo de glicopeptídeos.

A bactéria não tratada pode levar o paciente ao óbito devido a febre alta, a hemoptise, a hipotensão, a leucopenia infiltrado multilobular que progride para abscesso, a infecção viral respiratória e a pneumonia hemorrágica bilateral difusa.

BOX

A diferença entre CA_MRSA e HCA-MRSA

 53% das infecções invasivas estavam associadas ao HCA-MRSA e nenhuma ao CA-MRSA.
 De 72 a 84% das infecções por CA-MRSA eram de pele e de tecidos moles e somente entre 22 e 38% eram associadas ao HCA-MRSA.
 Infecções invasivas por CA-MRSA PVL+: elevada morbidade (hemorragia pulmonar, ventilação mecânica, falência múltipla de órgãos, hospitalização prolongada, deterioração fulminante e morte).

CAPES investem em pós-graduações


Luciano Neto, Coordenador do CAPES

O III Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana abriu espaço para a palestra do coordenador Geral de Projetos Estratégicos da CAPES ( Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior), Luciano Soares Neto, com o tema: A CAPES em sintonia com o desenvolvimento e a qualidade de ensino no Brasil. Cerca de 150 pessoas apreciaram a exposição e tiraram as dúvidas sobre os fomentos de pesquisa.

Conforme Luciano Neto a posição do país no índice de inovações tecnológicas ainda é desfavorável ao ser comparado aos países desenvolvidos e em desenvolvimento. “O Brasil precisa transformar o conhecimento em inovações tecnológicas, aumentando a o número de registro de patentes de invenção e a competitividade na área”, disse. Os Estados Unidos, Japão e a Alemanha ocupam as primeiras posições com 45.111, 25.145 e 15.870, respectivamente. O Brasil vem na vigésima sétima colocação com 283 no registro de patentes.

Todavia, o Coordenador da CAPES avisa que o Ministério da Educação está investindo massivamente na formação dos pós-graduados. Os dados da CAPES mostram que a instituição financia 60% das bolsas de pós-graduação oferecidas pelo Governo Brasileiro, representando 40.000 concessões no país e 4.000 no exterior. São 581 Programas responsáveis por 3.855 cursos, sendo: 2.319 de mestrado (60,1%), 1.312 de doutorado (34,0%), 224 de mestrado profissionalizante (5,9%). Só no final de 2006, 162.971 estudantes haviam sido matriculados nos cursos de mestrado e doutorado. 51.000 utilizam bolsas de estudos.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mercedes-Benz é usado em transporte coletivo


***Matérias que serão inclusas, na Revista Assobens, na edição do mês de setembro
***


Micro-ônibus Merdecedes-Benz




Frota Mercedes-Benz



Visualização interna


Frontal do veículo


Construída sobre os rios que cortam a metrópole, de um extremo ao outro, formando uma moldura natural que a faz ser comparado a uma romântica cidade italiana; Recife, a “Veneza brasileira”, não é mantida em movimento pelas gôndolas ou demais embarcações. Mas, contrário ao município europeu, o contingente populacional se desloca através de frotas de ônibus.


Sendo a primeira região metropolitana do Brasil que implantará o Sistema de Consórcio Público na área de transporte Metropolitano- CTM, beneficiando os usuários com tarifa única por sentido. Ainda possibilitará à expansão do sistema estrutural de passageiros, melhorando a distribuição das malhas viárias e oportunizando o deslocamento com eficiência. No Grande Recife, 2,7 mil ônibus fazem o transporte, diário, de 1,5 milhão de pessoas.


Devido à demanda e exigências dos passageiros, os empresários têm feito amplos investimentos; entre os quais, a aquisição de veículos modernos. A margem de renovação está entre 15 a 20% da frota por corporação. “Isso quer dizer que os administradores pernambucanos vêm empregado recursos na melhoria dos serviços e na modernização dos automotores”, disse o presidente da EMTU, Dilson Peixoto.


Os usuários reforçam a solicitação de conforto e dinamismo no sistema coletivo. “Para que possamos deixar nossos veículos em casa e utilizar os transportes coletivos é necessário que sejam aplicados recursos para o bem-estar dos usuários. Ainda, diminuam o intervalo de espera das linhas”, falou a agrônoma - aposentada Maria de Lourdes Oliveira.


Conforme o empresário William Leite, os passageiros estão mais exigentes. “A cobrança é vista como positiva. Assim, conseguimos avaliar a execução dos serviços prestados, a exemplo da pontualidade, na modernização, no conforto dos veículos e agilidade nas atividades. Todavia, os investimentos são altos”, ressaltou.


Estima-se que, cada uma das 17 empresas, que possuem a concessão do transporte de massa, faça um investimento, anual, superior a R$ 1,8 milhão de reais. Na procura pela excelência nos serviços oferecidos, os empresários têm adquirido os produtos da Mercedes-Benz. A principal representante da marca no Estado, a Rodobens Caminhões | Assessoria à Frotistas oferece diversas versões de chassis; com motor eletrônico dianteiro ou traseiro e suspensão pneumática ou metálica. Os modelos mais procurados são os OF´s 1722 M e 1418M. Os valores giram entre R$ 205 a 230 mil. Já os da série O 500, que inclui duas versões de chassis para ônibus articulados (piso normal e piso baixo). Variam de R$ 200 a 400 mil.


A Rodobens Caminhões | Assessoria à Frotistas Ônibus, ainda dá dois anos de garantia e faz revisões periódicas nos ônibus vendidos. Passado o tempo, a responsabilidade passa a ser das companhias. Muitas, possuem técnicos que dão assistências preventivas e manutenção corretiva.


“Os chassis Mercedes-Benz têm atendido as demandas dos sistemas de transporte coletivo urbano, caracterizados por corredores de trânsito, linhas periféricas e linhas alimentadoras. Em todas as situações, proporcionando segurança e conforto para os usuários e comodidade para o motorista”, disse o consultor de Negócio-Ônibus, Alexandre Leão.


No Recife, dos 2,7 mil coletivos, 1.299 são da Mercedes-Benz. Entretanto, conforme o relato da Assessoria de Imprensa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Setrans-PE), o número deve ser maior, devido duas empresas não estarem filiadas ao órgão.

A média de vida dos veículos, utilizados na malha viária, é de quatro anos. Mas, cerca de 25% da frota tem até sete anos. Na capital pernambucana, o Sistema de Transporte Público de Passageiro (STTP/RMR) esta sob a gestão da EMTU, que é responsável pela fiscalização e programação de todas as linhas metropolitanas. No caso do Recife, a gestão também se aplica as linhas de caráter municipal (que operam, exclusivamente, no distrito). No STTP, há onze terminais de integração em funcionamento e outros nove em processo de implantação – dois em construção, seis em licitação e um em fase de projeto. Atualmente há três corredores exclusivos para ônibus da RMR: a avenida


Caxangá, a PE-15 e o Corredor Leste Oeste - com a inclusão da avenida Conde da Boa Vista, Centro do Recife.


Grande Recife tem Sistema Integrado


Ponto de ônibus

SEI

O SEI - Sistema Estrutural Integrado, é uma rede de transporte público composta de linhas de ônibus e metrô. Todas estas linhas são integradas através de terminais especialmente construídos, o que possibilita uma multiplicidade de ligações de origem-destino, através de viagens modais ou multi-modais.

O SEI é voltado para o transporte de massa e apresenta uma configuração espacial constituída por eixos Radiais e Perimetrais. No cruzamento destes dois eixos, ficam situados os Terminais de Integração que permitem ao usuário a troca de linha sem pagar nova tarifa.

O acesso do subúrbio aos Terminais de Integração se dá através das Linhas Alimentadoras. Ao todo, são 10 Empresas Operadoras, responsáveis por 78 linhas, das quais 51 são alimentadoras, 7 Perimetrais, 11 Radiais, 3 Interterminais e 3 circulares, atendendo dez dos quatorze municípios da Região Metropolitana do Recife.

Os terminais integrados são fechados e proporcionam aos usuários segurança e conforto. Todos possuem equipamentos como lanchonetes, lojas, funcionários treinados para funções específicas (como segurança e vigilância) que facilitam, ainda mais, a utilização do Sistema por parte dos usuários


A implantação das linhas do SEI foram negociadas com as comunidades, prefeituras e empresas operadoras. Para isto, foram realizadas reuniões com lideranças de entidades populares da RMR, instituições e órgãos oficiais no sentido de esclarecer o funcionamento do Sistema. Cartilhas informativas, panfletos, mapas e até um grupo de teatro foram usados para a conscientização do novo Sistema.

Box da matéria






Rodobens Caminhões | Assessoria à Frotistas





Visualização Interna



Frota Mercedes-Benz



Visualização Interna




BOX****

Números

2,7 mil ônibus são utilizados para transporte de passageiros.

*1.299 estão sobre a frota Mercedes-Benz

16 empresas possuem a concessão da malha viária

1,5 milhão de usuários/dia utilizam os coletivos

4 anos é o tempo médio de utilização dos veículos

15 a 20% dos veículos são comprados por ano

1,8 milhão de reais são os investimentos, em média, das empresas

**R$ 205 a 230 mil reais são os valores, médio, de microônibus coletivo

**R$ 200 a 400 mil reais são os valores, médio, do ônibus coletivo

_______

* Os números são maiores. Porém, duas empresas metropolitanas não estão filiadas ao STTP e não há como verificar o quantitativo.

** Valores sofrem aumento devido à mudança de chassi e carroceria. Podendo ser maior.

Serviços:

RODOBENS CAMINHÕES PERNAMBUCO LTDA.
ROD. BR. 101 SUL, KM 83,5, S/N.
COMPORTAS, JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE
FONE: 2101.9800

*Alexandre Leão - Consultor Center Bus - ableao@rodobens.com.br
Fone: (81) 9720.0991

Agradecimentos:

Assessoria de EMTU-PE e da STTU-PE

Bate-papo com o Presidente da EMTU/PE





Dílson Peixoto, é presidente da EMTU/PE



1. Qual a importância da frota do Recife ter ônibus da Mercedes-Benz?

R – “A indústria de fabricação de veículos para o transporte coletivo de passageiros (ônibus) no País tem evoluído muito em qualidade e inovações ao longo dos últimos anos. A prova disto é que hoje, o Brasil está entre os países que ocupam lugar de ponta na produção mundial destes equipamentos”.

2. Uma avaliação do sistema de transporte coletivo do Recife?

R - “O STPP/RMR tem muitos pontos positivos. Infelizmente nos últimos anos houve certa dificuldade para se implantar melhorias no sistema. Mas agora, na gestão do governador Eduardo Campos, o sistema público de transporte de passageiros é uma das prioridades. Por isso estamos conseguindo recuperar e avançar em muitas áreas. Um dos registros mais importantes que podemos fazer é a questão da ampliação do Sistema Estrutural Integrado – através do qual os usuários de deslocam em grandes distâncias, incluindo entre municípios, pagando apenas uma única tarifa por sentido. Depois de mais de 10 anos sem que nenhum novo terminal fosse construído, as perspectivas para que possamos operar o SEI em sua integralidade são as melhores possíveis. Com isso, traremos além de uma maior agilidade, a redução real do custo relacionado ao transporte para milhares de usuários”.

3. Se há projetos para expansão ou inéditos para ser aplicados?

R – “Sim. Talvez o mais emblemático seja a implantação da primeira experiência de Consórcio de Transporte de Passageiros no País, o CTM”.

4. Considerações gerais sobre a malha urbana?

R – “Temos uma malha em expansão, graças, em grande parte, a gestão da Prefeitura Municipal do Recife e do governo estadual. Hoje, contamos com importantes corredores de ônibus (Caxangá, PE-05, o corredor Leste Oeste) e temos vários projetos que trarão benefícios reais, graças à priorização do transporte público de passageiros. A construção de novos corredores de ônibus é essencial para que possamos ampliar o atendimento (em quantidade e qualidade)”.

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