quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Doença rompe o cerco hospitalar e chega à comunidade



Maria Celeste, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

As Infecções Comunitárias graves Associadas a CA-MRSA (Community-Acquired Methicillin-Resistant Staphylococcus Aureus) foi tema de palestra proferida pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Maria Celeste Nunes, durante o III Congresso Norte-Nordeste de Multirresistência Bacteriana.

A bactéria resistente à penicilina foi descoberta entre as décadas de 70 e 80. Porém, nos anos 90, ganhou maior notoriedade por ter ganho a consideração de um dos principais patógenos hospitalar e comunitário – em termos de incidência e da gravidade das infecções. “Essa bactéria era encontrada, exclusivamente, na área hospitalar e passou a se manifestar na comunidade. Precisamos identificar e tratar os focos primários”, ressaltou Maria Celeste. Entre o grupo de risco estão os mendigos, as forças armadas, os jogadores de futebol, a população carcerária, povos reclusos, asilos entre outros focos de aglomeração.

Apesar de já integrar a literatura médica poucos profissionais conseguem identifica-la devido à semelhança do aparecimento do HCA-MRSA. Todavia, a manifestação da CA-MRSA pode vir através da pele e dos tecidos moles como fascite necrozante, piomiosite, pneumonia necrozante, artrites séptica, bacteremia, osteomielite, da endocardite e da meningite.

Os registros constam que o primeiro caso ocorreu no oeste da Austrália, em 1993. O surto inicial foi entre os aborígines, na área remota daquele país, sem qualquer contato com o sistema de saúde. Em 2005, ocorreu a primeira amostra no Brasil, no estado do Rio Grande de Sul. No Rio de Janeiro, foi em 2007.

“Os Estados Unidos estão utilizando, como medidas de segurança à saúde pública, o controle( identificação)de incidência e o tratamento imediato para diminuir a manifestação que já tem chegado a margem dos 60% na comunidade”,falou Celeste. Todavia, a Professora também alertou que seria necessário que a vigilância epidemiológica do Brasil fizesse o gerenciamento dos casos suspeitos para detectá-los com maior rapidez e, precisão, estabelecendo a adequação terapêutica. O tratamento é feito através da ingestão dos antibióticos β-lactâmicos. Além do uso excessivo de glicopeptídeos.

A bactéria não tratada pode levar o paciente ao óbito devido a febre alta, a hemoptise, a hipotensão, a leucopenia infiltrado multilobular que progride para abscesso, a infecção viral respiratória e a pneumonia hemorrágica bilateral difusa.

BOX

A diferença entre CA_MRSA e HCA-MRSA

 53% das infecções invasivas estavam associadas ao HCA-MRSA e nenhuma ao CA-MRSA.
 De 72 a 84% das infecções por CA-MRSA eram de pele e de tecidos moles e somente entre 22 e 38% eram associadas ao HCA-MRSA.
 Infecções invasivas por CA-MRSA PVL+: elevada morbidade (hemorragia pulmonar, ventilação mecânica, falência múltipla de órgãos, hospitalização prolongada, deterioração fulminante e morte).

Nenhum comentário:

Bem-vindo

Seja bem-vindo ao meu Blog. Aqui, você conhecerá um pouco da minha história profissional ao implementar à Comunicação em diferentes esferas. Além de verificar alguns trabalhos.
Espero que transcenda os seus limites e abra a sua biblioteca cerebral para o que esta exposto. Então, entre e se deleite! Este sou eu na prática. Um 'ouriveres' da informação. Respeitando você, como receptor.
Abraços